O Caminho de Königssee a Bodensee

 


Estradas sinuosas, os picos nevados dos Alpes, vilarejos merecedores dos mais belos quadros impressionistas: tudo isso é parte da rotina de Königssee a Bodensee. Em seu caminho mais curto, a viagem pode ser feita do começo ao fim em algo como 5 horas, de carro, com direito a parar para tomar um café nas montanhas. Mas não, não é esse nosso propósito aqui! Venha com a gente e descubra toda a beleza escondida neste paraíso para os amantes das montanhas! 

 

Nossa viagem se inicia no extremo sudeste da Alemanha, na Bavária, pertinho da Áustria! No vilarejo Schönau e o lago, bem perto dali, Königssee. Não é à toa que a localidade também é conhecida como, em alemão, algo como Schönau no Königssee, em português. Este é um lugar lindo, um verdadeiro cartão postal aos pés dos Alpes, onde a riqueza cultural local e a natureza se expressam numa mistura de tirar o fôlego! Perto dali existem diversas trilhas onde se pode explorar um pouco da natureza local e das montanhas, além de locais para esportes de inverno, além de  trailers, hotéis e outras opções para pernoite. 

 

 

Um ponto de destaque no lago Königssee é o próprio lago! Formado através de fraturas na crosta terrestre e preenchido com as águas e rochas dos degelos desde a última Era do Gelo diretamente dos picos logo acima, ele é o lago mais limpo e um dos mais profundos de toda Alemanha, ali tem um porto, outro lugar interessante, pois através dele se pode pegar um barco ou até um caiaque e curtir um pouco de suas águas cristalinas com aquele azul profundo. Partindo pelo lago rumo ao sul pode-se visitar, cerca de 6km de distância, a igreja de São Bartolomeu. Cravada entre as montanhas, é o local ideal para descansar em paz em meio à natureza ou com um círculo mais próximo de amigos. Alvo de peregrinação há séculos, a igreja conta com um pier para a chegada dos barcos, além de um restaurante.

Esta é uma localidade recomendada sobretudo aos amantes de atividades ao ar livre: fototurismo, trilhas, remo, ciclismo, mountainbike e etc. são ideais para as condições que o lugar tem a oferecer! Uma sugestão é aproveitar o Parque Nacional de Berchtesgaden: um local e tanto para a prática de montanhismo, com suas florestas e picos nevados. 

Agora, deixando para trás o parque nacional, vamos a Munique, capital da Bavária e um dos grandes centros culturais, educacionais, tecnológicos, científicos, empresariais entre vários outros aspectos não apenas da Alemanha, mas do mundo. Nos afastamos dos picos alpinos por um momento por conta da significância dessa cidade. A grande Munique cobre várias cidades, englobando mais de 6 milhões de habitantes, um dos maiores núcleos urbanos da Alemanha. Deixamos as montanhas por uma paisagem que mistura o cosmopolitismo, o perfil moderno e tradicional no coração da Bavária!

Mas não é só por isso que Munique é famosa! Na verdade a cidade se destaca em todo o mundo por sua qualidade de vida. Munique foi pontuada em vários anos como uma das melhores cidade de todo o mundo para se viver! Marcas globais como a BMW e a Siemens estão baseadas ali, além de contar com escritórios centrais de empresas como Microsoft, Osram, Allianz e várias outras. A economia de Munique é, sem dúvida, muito dinâmica e toda essa prosperidade se reflete também na vida da cidade.

O coração da capital bávara tem sido a praça Marienplatz desde o séc. XII, quando as feiras de comércio aconteciam justamente ali. O Neues Rathaus merece destaque, é um prédio, rico em detalhes neogóticos, da administração da cidade do lado da praça, aberto ao público construído ao longo da segunda metade do séc. XIX até o começo do séc. XX. Perto dali a igreja de São Pedro marca sua presença, onde o visitante pode se deleitar com uma das mais belas vistas da cidade e – pasmem – dos Alpes, que se impõem dezenas e dezenas de quilômetros dali! Depois de tudo isso, se bater aquela fome, tem o Viktualienmarkt! Aquele que começou como uma outra feira de exposição dos camponeses locais, hoje conta com um famoso mercado de iguarias e produtos gourmets, contando com variedades de queijo, licores e cervejas únicas. Ali também acontecem exposições, diversas e, certamente, não é o tipo de lugar do qual se sai com fome! Até porque, se você optar por comer em algum outro lugar, na cercania é possível encontrar toda uma diversidade de restaurantes, uma vez que o local é bastante badalado!

Logo pertinho dali, na Frauenstrasse, pode-se seguir sentindo o ritmo da cidade por cerca de 800m até a Maxilianstrasse, que passa pelo rio Isar, com suas margens bem verdejantes e cuidadas. É de se impressionar que um rio passe por uma cidade com mais de um milhão de pessoas com águas limpas e – a depender da estação – cristalinas? Sim, o cuidado com a natureza é uma marca bastante sensível na Alemanha! Descendo o rio por mais alguns minutos até a próxima ponte e pronto! Você estará próximo do Museu Nacional da Bavária, com seu importante acervo que reconta a história do Homem e da Arte por mais de 2000 anos.Se você gosta de um passeio cultural, esta certamente é uma parada obrigatória! 

Bom, sobre Munique poderia falar por muito tempo, escrever um livro inteiro e ainda assim faltaria do que dizer, mas nos despedimos da capital bávara e seguimos rumo ao sudoeste, passando por lagos e colinas até Weilheim in Oberbayern. Lentamente vamos retornando aos Alpes, e ainda que não se possa ver a neblina ocultando os picos das montanhas como no começo de nossa viagem, a paisagem nos arremete novamente a paisagens verdes e cidades que, são pequenas, mas dispõem de uma qualidade de vida e facilidades invejáveis! 

A região é repleta de pequenas cidades e deixamos aqui em aberto a opção de tanto se seguir a oeste ou sudoeste, encurtando  caminho ao lago Bodensee, quanto seguir a sul, rumo aos Alpes e serpentear por algum tempo nas estradas por entre os picos e lagos azuis, apenas lembre-se que a condição das estradas nas montanhas apesar da beleza é mais vulnerável inclusive a fatores climáticos e, neste caminho, a viagem pode durar, até por livre e espontânea curiosidade, um pouco mais do que o normal. É o caminho que pegaria, apesar dos pesares. É ali que está o Zeugspitze (o monte mais alto da Alemanha), é ali que se pode conhecer o Neuschwanstein (aquele castelo alemão que serviu de inspiração para o castelo da Disney), muito lindo sobretudo no inverno!

Por fim, chegamos no lago Bodensee, também conhecido como lago de Constança. Ele é a porta comum entre os três países de língua alemã: está entre Alemanha, Suíça e Áustria. Sim, exato! Atravessar para qualquer um dos três países é algo bastante simples: um bom barco, alguns minutos e pronto! O Bodensee está na ponta do Vale do Reno, outro local merecedor de uma boa viagem e uma das regiões mais desenvolvidas de toda a Europa. 

O sul da Alemanha tem uma tradição cervejeira e de vinhos riquíssima. Passear por essa região é uma oportunidade para se conhecer mais de tudo isso e não há lugar melhor do que o interior! Se você estuda alemão, será uma excelente oportunidade para sentir diferentes sotaques e dialetos, de conhecer pelo menos dois países, pessoas com histórias próprias e muita, mas muita cultura!

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